sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Não te amo mais

As velhas poesias voltam melhores,
mas com muito a se arrumar.


Não te amo mais
Estarei mentindo se disser que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza de que
Nada foi em vão.
Sei dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer nunca que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade:
É tarde demais…

PS. Agora leia o poema de baixo para cima!!!


Amor, estou indo embora!
Estou indo embora a trabalho.
Estou indo embora para outro planeta onde eu não possa mais te ver.
Onde eu possa esquecer suas letras, suas mãos.
Estou indo, para não te ver quando nosso amor, Amor,
começar a cair...Estou.... porque tenho a certeza do
que você ainda sente e ainda poderei te guardar...
Estou indo embora com os olhos marejados, para não sofrer.
Estou indo embora sentindo sua falta, como nunca senti antes, como se
me tivessem arancado o coração...
E não duvide nunca...Eu te amei.

12:53

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

domingo, 17 de outubro de 2010

Tiro e queda no coração

No meu quarto não cabe seus poemas.

Seus poemas são cheios de letras tortas que seduziram o porteiro do meu prédio.
E o meu quarto é muito bagunçado de coisas inúteis.
O porteiro do meu prédio limpa a calçada pra você passar.
Eu nunca estou pronto para jogar pela janela todos os meus livros sobre vermes.
E você passa derramando flores para enfeitar as ruas e as construções e todas as coisas
esdrúxulas que inventaram.
Eu fico no meu quarto ouvindo tango argentino. :/
Enquanto você se esbalda com o samba sujo do rádio da pastelaria.
Eu escrevo um soneto inglês as escondidas.
Você me trás um pagode de amores de Chico.
Meus sentimentos são biquadrados.
Seu coração é BBB. Onde você achou?
E por falar nisso lhe inventei versos que serviram de poema.
Como sempre você esnoba a inteligência das outras moças.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Coração;

cheguei em uma fase em que minha cabeça; por vezes oca, produz um poema por minuto para você!
Não que eu te ame, mas é que agora, você tomou um lugar na minha vida, e quem sabe no meu coração que me faz sentir uma falta inexplicável da sua presença.
Eu sinto falta, todos os dias, de olhar nos teus olhos e ouvir a sua voz.
Eu sinto uma falta pela metade imensurável de um não sei o "que" que eu só encontro na sua companhia.
É aquela coisa que me dá de ficar sem saída, de ficar "desrumado" no fim do batente. E eu começo a achar cada vez mais, e intenso, que o seu samba é tão bom quanto eu duvidava e que os dias de "não te vejo" são tão "vazios" quanto os dias antigos.
Mas é claro que eu não vou te perturbar, que eu não vou dizer te amo, que eu não vou mais te visitar, que eu não vou esquecer, que eu vou te esquecer.
É tão claro quanto a sua falta.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O antigo bairro das flores

A minha cidade tem duzentos anos, nem todos tem o privilégio de ter uma cidade assim. Ela tem flores e tem história, em um tempo em que as pessoas já não gostam mais de flores e não lembram mais história. As flores ficaram no nome e despetalaram assim como os primeiros amores que surgiram nas calçadas do colégio de freiras em frente a igreja matriz. Fez seus anos dourados, quando soerguia-se uma capital ao seu redor.
A minha cidade tinha um século e meio e muitos cinemas. Cine eldorado, cine rio, cine campinas onde se ia com o primeiro namoro, onde se via o primeiro galã americano.
Tinha um estádio e heróis da bola com charanga e mascote. A capital cresceu construindo seus muros, suas grades seus prédios com condomínios, com cercas elétricas, sem bênçãos de padre pelágio, sem gol, sem colégio de menininhas, sem amores escondidos, sem praça, sem garotos de lambreta, sem portas abertas, sem imigrantes, sem história...


E nos duzentos anos de minha cidade eu fui ao colégio freiras, ouvi quem presenciou sua construção, comi salgadinhos a beça.

E nos duzentos anos de minha cidade foi uma festa que só vendo, as gerações primeiras não traíram seu berço e lá estavam em peso com as gerações últimas que perdidas se encontravam com o nosso jornal, com o livro de nossa história, com a orquestra sinfônica, com a quadrilha profissional, com a melhor pamonha do mundo.

E lá teve cantores dos bons pra dedeu. Para comemorar uma paixão nada se faz melhor... e como é bom descobrir cantorias e mastigar letras...

E lhes digo é imprescindível: achar um jeito secreto penetrar no concreto...

Nos duzentos anos de minha cidade eu fui ao show do Pádua. Eu o descobri. Que show!!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Encantamento

Olhos, olhos, olhos.
Olhos que você olha.
Olhos que te olham.
Olhos de mel,
Cabelos de mel
Boca.

Fixação.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Intimismo

Esse blog vem tomando um caráter intimista que me agrada muito.
É sempre bom falar "bobagens" sentimentais.
Bobagens sentimentais quase nunca são bobagens.
É perigoso cair no sentimentalismo exarcebado; piegas!
Penso seriamente em abrir outro blog completamente o oposto desse.
Para falar de economia, ciência e política... não que eu seja um “expert”,
não mesmo! Mas vejo muita coisa por ai que não esta cabendo
tematicamente nesse blog...

...pois bem, voltando ao sentimental...
Descobri uma garota muito bela, que tem uma voz
muito doce e tem um movimento de mãos (isso mesmo!), lindo.
...havia acabado de chegar de uma apresentação teatral, estava
conversando com uma pessoa ultra especial na cozinha... eis que
ouvi do som da TV da sala uma espetacular interpretação de Rita Lee...
No outro dia procurei loucamente quem era. Era ela: Tiê.

...essa música é bem parecida comigo.