cheguei em uma fase em que minha cabeça; por vezes oca, produz um poema por minuto para você!
Não que eu te ame, mas é que agora, você tomou um lugar na minha vida, e quem sabe no meu coração que me faz sentir uma falta inexplicável da sua presença.
Eu sinto falta, todos os dias, de olhar nos teus olhos e ouvir a sua voz.
Eu sinto uma falta pela metade imensurável de um não sei o "que" que eu só encontro na sua companhia.
É aquela coisa que me dá de ficar sem saída, de ficar "desrumado" no fim do batente. E eu começo a achar cada vez mais, e intenso, que o seu samba é tão bom quanto eu duvidava e que os dias de "não te vejo" são tão "vazios" quanto os dias antigos.
Mas é claro que eu não vou te perturbar, que eu não vou dizer te amo, que eu não vou mais te visitar, que eu não vou esquecer, que eu vou te esquecer.
É tão claro quanto a sua falta.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
O antigo bairro das flores
A minha cidade tem duzentos anos, nem todos tem o privilégio de ter uma cidade assim. Ela tem flores e tem história, em um tempo em que as pessoas já não gostam mais de flores e não lembram mais história. As flores ficaram no nome e despetalaram assim como os primeiros amores que surgiram nas calçadas do colégio de freiras em frente a igreja matriz. Fez seus anos dourados, quando soerguia-se uma capital ao seu redor.
A minha cidade tinha um século e meio e muitos cinemas. Cine eldorado, cine rio, cine campinas onde se ia com o primeiro namoro, onde se via o primeiro galã americano.
Tinha um estádio e heróis da bola com charanga e mascote. A capital cresceu construindo seus muros, suas grades seus prédios com condomínios, com cercas elétricas, sem bênçãos de padre pelágio, sem gol, sem colégio de menininhas, sem amores escondidos, sem praça, sem garotos de lambreta, sem portas abertas, sem imigrantes, sem história...
E nos duzentos anos de minha cidade eu fui ao colégio freiras, ouvi quem presenciou sua construção, comi salgadinhos a beça.
E nos duzentos anos de minha cidade foi uma festa que só vendo, as gerações primeiras não traíram seu berço e lá estavam em peso com as gerações últimas que perdidas se encontravam com o nosso jornal, com o livro de nossa história, com a orquestra sinfônica, com a quadrilha profissional, com a melhor pamonha do mundo.
E lá teve cantores dos bons pra dedeu. Para comemorar uma paixão nada se faz melhor... e como é bom descobrir cantorias e mastigar letras...
E lhes digo é imprescindível: achar um jeito secreto penetrar no concreto...
Nos duzentos anos de minha cidade eu fui ao show do Pádua. Eu o descobri. Que show!!
A minha cidade tinha um século e meio e muitos cinemas. Cine eldorado, cine rio, cine campinas onde se ia com o primeiro namoro, onde se via o primeiro galã americano.
Tinha um estádio e heróis da bola com charanga e mascote. A capital cresceu construindo seus muros, suas grades seus prédios com condomínios, com cercas elétricas, sem bênçãos de padre pelágio, sem gol, sem colégio de menininhas, sem amores escondidos, sem praça, sem garotos de lambreta, sem portas abertas, sem imigrantes, sem história...
E nos duzentos anos de minha cidade eu fui ao colégio freiras, ouvi quem presenciou sua construção, comi salgadinhos a beça.
E nos duzentos anos de minha cidade foi uma festa que só vendo, as gerações primeiras não traíram seu berço e lá estavam em peso com as gerações últimas que perdidas se encontravam com o nosso jornal, com o livro de nossa história, com a orquestra sinfônica, com a quadrilha profissional, com a melhor pamonha do mundo.
E lá teve cantores dos bons pra dedeu. Para comemorar uma paixão nada se faz melhor... e como é bom descobrir cantorias e mastigar letras...
E lhes digo é imprescindível: achar um jeito secreto penetrar no concreto...
Nos duzentos anos de minha cidade eu fui ao show do Pádua. Eu o descobri. Que show!!
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Encantamento
Olhos, olhos, olhos.
Olhos que você olha.
Olhos que te olham.
Olhos de mel,
Cabelos de mel
Boca.
Fixação.
Olhos que você olha.
Olhos que te olham.
Olhos de mel,
Cabelos de mel
Boca.
Fixação.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Intimismo
Esse blog vem tomando um caráter intimista que me agrada muito.
É sempre bom falar "bobagens" sentimentais.
Bobagens sentimentais quase nunca são bobagens.
É perigoso cair no sentimentalismo exarcebado; piegas!
Penso seriamente em abrir outro blog completamente o oposto desse.
Para falar de economia, ciência e política... não que eu seja um “expert”,
não mesmo! Mas vejo muita coisa por ai que não esta cabendo
tematicamente nesse blog...
...pois bem, voltando ao sentimental...
Descobri uma garota muito bela, que tem uma voz
muito doce e tem um movimento de mãos (isso mesmo!), lindo.
...havia acabado de chegar de uma apresentação teatral, estava
conversando com uma pessoa ultra especial na cozinha... eis que
ouvi do som da TV da sala uma espetacular interpretação de Rita Lee...
No outro dia procurei loucamente quem era. Era ela: Tiê.
...essa música é bem parecida comigo.
É sempre bom falar "bobagens" sentimentais.
Bobagens sentimentais quase nunca são bobagens.
É perigoso cair no sentimentalismo exarcebado; piegas!
Penso seriamente em abrir outro blog completamente o oposto desse.
Para falar de economia, ciência e política... não que eu seja um “expert”,
não mesmo! Mas vejo muita coisa por ai que não esta cabendo
tematicamente nesse blog...
...pois bem, voltando ao sentimental...
Descobri uma garota muito bela, que tem uma voz
muito doce e tem um movimento de mãos (isso mesmo!), lindo.
...havia acabado de chegar de uma apresentação teatral, estava
conversando com uma pessoa ultra especial na cozinha... eis que
ouvi do som da TV da sala uma espetacular interpretação de Rita Lee...
No outro dia procurei loucamente quem era. Era ela: Tiê.
...essa música é bem parecida comigo.
sábado, 29 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
E o palhaço não usa mais maquiagem II
Tinha umas coisas na minha cabeça que deveriam ser passadas para forma de texto escrito, umas coisas que dariam continuidade a minha teoria (?) sobre a necessidade de o palhaço não usar maquiagem. No último texto era de prontidão falar sobre o físico, nesse, era de necessidade falar sobre sentimentos, mas....no funcionar da minha cachola atrapalharam as batidas do meu...enfim estou pra não saber nada disso assim como sempre fui pra não saber de várias outras coisas que muito me agradam...
Muito acontece no mundo, muitas pessoas estão sofrendo de fome e de dor enquanto eu simplesmente fico "desenovelando" as bolas de lã do meu armário.
Eu bem sabia que ia ficar confuso diante a quantidade de coisas a dizer e muito mais diante a necessária precisão das linhas... Chegou a revista Carta Capital aqui em casa, eu fiquei procurando, procurando e procurando mais, alguma coisa bem assim assado e recheado pra ser adjuvante na minha empreitada...
Mas por falar em sentimentos, tem pessoas que quase nunca se vê, mas que sempre estão ali para o que der e vier...
A questão do palhaço é a seguinte: o palhaço descobriu a "desnecessidade" do pó na sua cara. Aquela mascara já não lhe apetecia muito o humor. Então o palhaço sem máscara decidiu ser, por natureza, o que sempre foi e começou então a olhar as pessoas pelo que elas eram, e não, como antigamente, pelo que elas estavam; quando na frente de um palhaço.
“Estou longe, longe, estou em outra estação” (Legião Urbana)
Mas bem feliz!
Vai continuar...
Muito acontece no mundo, muitas pessoas estão sofrendo de fome e de dor enquanto eu simplesmente fico "desenovelando" as bolas de lã do meu armário.
Eu bem sabia que ia ficar confuso diante a quantidade de coisas a dizer e muito mais diante a necessária precisão das linhas... Chegou a revista Carta Capital aqui em casa, eu fiquei procurando, procurando e procurando mais, alguma coisa bem assim assado e recheado pra ser adjuvante na minha empreitada...
Mas por falar em sentimentos, tem pessoas que quase nunca se vê, mas que sempre estão ali para o que der e vier...
A questão do palhaço é a seguinte: o palhaço descobriu a "desnecessidade" do pó na sua cara. Aquela mascara já não lhe apetecia muito o humor. Então o palhaço sem máscara decidiu ser, por natureza, o que sempre foi e começou então a olhar as pessoas pelo que elas eram, e não, como antigamente, pelo que elas estavam; quando na frente de um palhaço.
“Estou longe, longe, estou em outra estação” (Legião Urbana)
Mas bem feliz!
Vai continuar...
sábado, 22 de maio de 2010
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